Falhas de Liderança em Instituições Sociais: KIDS Company (B)

As organizações sociais cumprem um papel importante nas nossas sociedades. Realizam atividades que, embora necessárias para o bem-comum e essenciais para franjas mais desprotegidas da sociedade, não são bem executadas nem pelas empresas nem pelos Estados e instituições públicas. A credibilidade e o apoio de que carecem dependem fortemente da confiança dos seus beneficiários, parceiros, sociedade como um todo, e autoridades. Estas organizações não são imunes a condutas de gestão impróprias nem a dificuldades complexas, o que as coloca no cerne de escândalos e hipoteca a prossecução das suas valiosas missões socioeconómicas e ambientais. Este documento discute três desses casos: a Raríssimas, em Portugal, e a Kids Company e a Oxfam, no Reino Unido. A discussão destes casos, que pode ser feita separadamente ou em conjunto, visa dois grandes objetivos: (1) ajuda a compreender as dinâmicas das organizações sociais e a potencial emergência de (desnecessários) problemas de gestão/liderança e de natureza ética; (2) contribui para proteger, na sua globalidade, o setor social. Quando a reputação e a sustentabilidade de uma organização do setor social são colocadas em perigo, todo o setor padece – pois as desconfianças podem ser lançadas sobre outras organizações.

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